Festa Nacional da Música - DE 18 A 23 DE OUT

Artistas


RAPPIN' HOOD

Rappin' Hood, um dos nomes mais respeitados do universo Hip Hop estará novamente na Festa Nacional da Música desse ano, depois de ser homenageado na edição de 2017.

Antonio Luiz Junior, o Rappin' Hood, foi criado na Vila Arapuá, zona sul da cidade de São Paulo. É conhecido pelo estilo exclusivo, que une o rap com o samba, duas vertentes musicais que representam a voz das periferias. Sua identificação com o samba vem de berço.

Rappin Hood frequentava rodas de samba e seus amigos pediam para cantar; como naquele momento, não tinha DJ e na falta de uma batida de rap, improvisava, em cima da levada do samba. Essa forma inovadora de casar o rap com o samba começou daí. Com o tempo, foi se aprimorando em rimar em cima da cadência do samba. Fazendo do rap algo mais aceitável pela população. Hoje ele é reconhecido nacionalmente pelo seu estilo ‘’inovador’’ de fazer de suas composições melodias e transmitir uma mensagem reflexiva.

Subiu no palco pela 1° vez no Dinos Club em São Caetano do Sul. Porém sua carreira começou em 1989, quando ganhou um campeonato de rap, no salão Viola de Ouro. Em 1990, formou o grupo Posse mente Zulu, um dos principais grupos de rap ao lado do Racionais Mcs. Em 2001, lançou seu primeiro disco solo: Sujeito Homem 1. Ainda nesse ano criou e apresentou o programa “Rap Du Bom”, nas 105.1 FM. O programa está no ar até hoje, todos os sábados.

Em 2005, lançou o 2° disco solo: Sujeito Homem 2. Os 2 (dois) cds foram discos de ouro com mais de 100 mil cópias vendidas cada um, ambos pela gravadora Trama. De fato, não há como negar a riqueza e o ecletismo de suas músicas, que equilibra a contundência do discurso com bases e ritmos bastante variados - samba, bossa nova, repente e reggae. Devido a esse ecletismo sonoro, já fez partipações e gravações com artistas bem diversificados, passando por diversos gêneros da música popular brasileira: Leci Brandão, Quinteto em Branco e Preto, Luciana Mello, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Jair Rodrigues, Arlindo cruz, Luiza Possi, Bezerra da silva, Z’África Brasil, Jorge Mautner, Nx Zero, Carlos Caetano, Djavan, Jorge Benjor, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Afro Reggae, Paula Lima, Cidade Negra, Zélia Duncan, Ratos de Porão, Charlie Brown Junior, Revelação, Alcione, Gerson King Combo, Emicida, Sandra de Sá, Marcelo Yuka, Caju e Castanha entre outros.

Participou do álbum “Ginga” de Edson Arantes do Nascimento, mais conhecido como o REI “Pelé”em 2006. Em 2008, idealizou e apresentou o programa “ Manos e Minas” na TV Cultura. Foi mestre de cerimônia do SCCP Corinthians Paulista na volta do Ronaldo Fenômeno ao Brasil. Participou do Chimera Music Festival ao lado de 50cent no Pacaembu e do 3° Festival Mundial das Artes Negras em Dakar/Senegal. Participou de campanhas publicitárias do portal Terra, remédio neosaldina e casas Pernambucanas. Participou de todos os programas de ponta da TV Brasileira. É parceiro da Unicef em várias campanhas no Brasil. Foi presidente do centro de defesa dos direitos da criança e do adolescente do Ipiranga( Casa Dez) e Vice presidente da SES Imperador do Ipiranga.

No cinema participou dos longa metragem “Carandiru” de Hector Babenco e ‘’Nina’’ de Heitor Dhalia. Dos documentários “Preto contra Branco’’, “23 anos em 7 segundos”( sobre o título de 1977 do Corinthians) e o filme do “Centenário do Timão”. Possuí o seu próprio selo de música independente: “Raízes Discos” e sua marca de roupa Hood Wear.

Em 2010, fez a abertura do carnaval do grupo especial de São Paulo com a Imperador do Ipiranga, sendo o 1°rapper a tocar na passarela do samba do Anhembi.

Rappin Hood é descontraído e fala sempre com sorriso na voz. Fazendo de seu trabalho um instrumento para articulação de mudanças na sociedade. Suas experiências de vida parecem ter contribuído para que ele se tornasse um grande defensor das causas do povo negro, um verdadeiro "guerreiro". Provido de microfone na mão e palavras na ponta da língua, ele cresceu e se fez "sujeito homem" e é tudo no seu nome!

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