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Artistas


Marco Bavini

Mesmo tendo feito tanta coisa em sua vida e carreira, Bavini ainda é um enorme talento a ser descoberto. O cantor, compositor, músico, fotógrafo e produtor paulistano possui gabarito e credenciais de sobra. Na verdade, Bavini também é lembrado por liderar o Anjos da Noite, uma das grandes apostas do hard rock com levada pop surgido no final da década de 1980. Em 1989, a banda lançou o seu primeiro álbum e deixou hits como “Liberdade” e “Vou Buscar Luz”. O virtuoso guitarrista Edu Ardanuy, que depois fundou o Dr. Sin, também fez parte da banda. Ou seja, Bavini sempre se cercou dos melhores.

Há alguns anos, Bavini criou o cultuado Tork, novamente com a presença do amigo Edu Ardanuy. Instrumentista de mão cheia, Bavini se desdobra no violão, viola, charango e gaita. Como músico de apoio, ele produziu e acompanhou o pai Sérgio Reis, um dos gigantes da nossa música de raiz, em inúmeras ocasiões, dando um toque todo especial ao trabalho do querido Serjão.

Bavini ganhou dois prêmios Grammy como produtor dos álbuns de Sérgio em 2008 e 2015, ao lado de Renato Teixeira. Também participou de um DVD da banda Dr.Sin, e tocou e cantou nos tributos do saudoso guitarrista Wander Taffo. Bavini também tem um estúdio profissional e nele realiza gravações de todos os tipos, produzindo CDs, DVDs e jingles. Dá para perceber que devido a seu talento e expertise musical, Bavini tem um currículo e tanto. Mas esperem - o melhor vem agora.

Depois de participar de projetos cultuados e de abrilhantar o trabalho de tanta gente boa, finalmente Bavini vai ganhar o merecido holofote com este seu primeiro disco solo. Intitulado apenas Bavini e lançado de forma independente, a estréia solo dele é um saudável exemplo de bom gosto e ecletismo; um bálsamo para quem aprecia harmonias bem executadas, melodias memoráveis, letras repletas de sensibilidade e musicalidade plena.

O álbum autoral tem 14 faixas e cada uma delas abriga um sabor especial. Mas então, musicalmente como é Bavini, o disco? Bem, se em projetos anteriores ele caia para o hard rock, agora ele mudou radicalmente. Bavini é um passeio pelo universo do folk rock e da canção romântica. Com um trabalho de artesão, Bavini deu o melhor de si em cada faixa. Os ecos sonoros são os melhores possíveis: as faixas tem a urgência de Bob Dylan em seu auge; o mistério dos Beatles em “Norwegian Wood (This Bird Has Fown)”; um pouco do sentimento doce-amargo de James Taylor e a pegada do folk rural brasileiro dos anos 1970 de Sá-Rodrix e Guarabira. Sim, as referências são as melhores possíveis, mas Bavini consegue aqui imprimir uma identidade própria, uma assinatura sonora inconfundível. Coesão é a palavra chave.

O álbum já abre de forma impactante com a doce “Um Sonho”. A seqüência do trabalho, com faixas como “Instante”, “Sorrindo”, “Mais uma Noite” e “Feche os Olhos” junta violões cintilantes, gaitas, pianos e mais delicias acústicas. A atmosfera segue romântica e intimista com as belas “Você Foi, Você é”, “Pra ser Feliz”, “Seu Como a Canção” e “Um Dia”. São melodias radiofônicas, baladas que pegam na hora e que refletem toda a sensibilidade musical de Bavini.

A reta final do álbum tem a preciosa sequência com as marcantes faixas “Sim”, “Desse Lado do Céu”, “Luz”, a reflexiva “Raro” e a linda “Bom Dia” com participação da Paula Fernandes. Em, “Raro”, Bavini contou com a ajuda de Renato Teixeira na elaboração da letra, provando novamente que ele só se cerca dos melhores. É sem dúvida um encerramento com chave de ouro para um dos grandes trabalhos deste ano que se finda. Bavini merece ser conhecido. E agora chegou para ficar de vez.

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