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Bruno Vieira, diretor da Deezer no Brasil, Paulo Lima, presidente da Universal Music, Fernando Luciano Pereira, diretor de Serviços Digitais e Inovação da Vivo e Gustavo Goldschmidt, CEO e cofundador da Superplayer (Crédito: Jackson Ciceri/FNM) Bruno Vieira, diretor da Deezer no Brasil, Paulo Lima, presidente da Universal Music, Fernando Luciano Pereira, diretor de Serviços Digitais e Inovação da Vivo e Gustavo Goldschmidt, CEO e cofundador da Superplayer (Crédito: Jackson Ciceri/FNM) Clique aqui para baixar a imagem em alta resolução

Serviços de streaming e a revolução que impuseram ao mercado geram novo debate na Festa Nacional da Música

Discussão sobre a remuneração da execução pública de músicas e prejuízos aos ganhos dos artistas é retomada durante o evento

O painel "Música Digital: Streaming já é uma realidade! Quais são os desafios para o crescimento do mercado?", comandado por Paulo Lima, presidente da Universal Music, na Festa Nacional da Música, reacendeu uma discussão sobre o futuro da execução pública das músicas e os prejuízos que os artistas somam atualmente com a baixa remuneração obtida com a difusão de suas obras na internet.

O encontro reuniu o diretor do site de músicas Deezer no Brasil, Bruno Vieira; o diretor de Serviços Digitais e Inovação da operadora Vivo, Fernando Luciano Pereira; e o CEO e cofundador da rádio online Superplayer, Gustavo Goldschmidt. Os componentes da mesa foram enfáticos sobre um fato: há uma discussão ocorrendo, na qual o uso de mídias físicas foi substituído pela execução online de músicas, o streaming.

Entretanto, a classe artística se recente da má remuneração da veiculação de suas músicas na internet. Um dos porta-vozes dessa insatisfação é o cantor e compositor Ivan Lins. “Há uma década minha remuneração com a execução pública de músicas chegava a 400 mil reais ao ano, em média. Agora, reduziu muito. E a renda com a internet alcança somente 200 reais”, registrou.

Essa é uma das razões pelas quais foi defendida a cobrança do acesso ao serviços de streaming. “A renda com novas mídias ainda é pequena, mas isso vai mudar. A receita tende a começar a crescer”, apontou Vieira. A expectativa positiva foi compartilhada por Lima, que registrou que a indústria fonográfica voltou a crescer nos últimos anos com as novas mídias. “O streaming pago cresce a uma taxa anual maior de que 100%”, frisou.

E as operadoras de telefonia, que trabalham com a “mídia” mais utilizada hoje para o acesso à música, os smartphones, compartilham dessa euforia. “A forma de se consumir música mudou.” Esse fato foi reafirmado por Goldschmidt, que está diante de uma empresa desenvolvedora de uma série de novas formas de acesso ao conteúdo online, usando, inclusive, a inteligência artificial. “Estamos repensando a forma de entrega (conteúdo). Estamos desenvolvendo um serviço de identificação de voz para ampliar a interação de nossas plataformas com os clientes.”

Discordâncias à parte, as mudanças na indústria da música estão cada vez mais presentes na realidade dos artistas. “O Brasil nunca teve tanta chance de exportar talento para o mundo do que agora, com o streaming”, projetou Lima.

 


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